quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Alcanena XXI: algumas questões levantadas pelo PS

O PS teve a oportunidade de salientar que este documento, que finalmente foi votado na reunião do dia 21 de Novembro, se arrastou por demasiado tempo. Pensamos até que não haveria condições para se arrastar mais. O próximo ano é ano de eleições e não nos parece correcto que um documento estratégico do concelho, aprovado pelo executivo mas também pelos restantes partidos da oposição e pago com verbas do próprio orçamento da Câmara, possa ser associado ao programa eleitoral de quem hoje lidera a Autarquia.

Mantivemos a apreciação geral sobre o documento:
- Fica aquém das expectativas do PS.
Apresenta-nos uma caracterização bastante completa do concelho de forma geral e de cada área sectorial em particular, assim como uma apresentação bastante exaustiva de um conjunto de várias iniciativas que já existem e que o documento garante a sua continuidade, como se de um Plano de Actividades se tratasse.
Apesar de esperar um documento verdadeiramente estratégico, mais ambicioso e até inovador, tendo em conta até a instituição responsável pela sua elaboração ( Universidade Nova de Lisboa), o Partido Socialista votou favoravelmente o documento no pressuposto de que entende ser um processo dinâmico e como tal sujeito a alterações. Além disso integra também vários projectos que o Partido Socialista tem publicamente defendido e que assumiu até já no seu Programa Eleitoral em 2005.

Apesar de considerar que o período em que o documento ficou disponível para consulta não foi o melhor e que o prazo definido para a sua apreciação foi insuficiente, o que é certo é que o Partido Socialista, dentro do prazo estabelecido, apresentou as questões que considerou mais relevantes do ponto de vista político, assumindo não intervir nas alterações do ponto de vista técnico.
Lamento contudo que não tenham sido consideradas como relevantes as seguintes questões:
1-Salientámos que ao nível dos dados apresentados seria muito importante que este documento actualizasse todas as informações estatísticas e outras. Há informações em várias áreas (Educação, Social, Saúde, Indústria, Comércio,…) que podem ser obtidas localmente e pelo menos reportados a 2007.

2- As acções e projectos são apresentados de forma pouco consistente, quando contrariamente, deviam estar definidos em função de uma articulação convergente para a concretização de uma estratégia que não está devida e claramente definida.
Os projectos são apresentados como: Estruturantes, de Continuidade e Complementares. São precisamente os Projectos Estruturantes que devem ser evidenciados num Documento Estratégico, pelo que uma informação mais destacada e detalhada destes relativamente aos restantes seria pertinente nesta apresentação.

No entender do PS não se encontra devidamente evidenciada a estratégia de desenvolvimento prevista para o concelho de Alcanena, na medida em que falta a valorização de projectos estruturantes e a definição da sua prioridade de execução como sendo de nível 1 e não de nível 3 como acontece com alguns, que o Partido Socialista entende serem prioritários.

3- A competitividade é a principal prioridade na estratégia do Médio Tejo, sendo a Porta Norte da Grande Lisboa o projecto considerado prioritário. Neste sentido o papel dos empresários é fundamental, sendo determinante a capacidade e responsabilidade das autarquias em saber gerar sinergias. Têm neste processo um papel importantíssimo os concelhos de Alcanena e Torres Novas. Não foi apresentado, nem está a ser desenvolvido um projecto intermunicipal.


4- As novas regras comunitárias exigem um novo posicionamento dos municípios, na medida em que devem ter capacidade de se articularem com vista à implementação de projectos à escala regional.
O planeamento do município deve ser encarado na óptica da intermunicipalidade.
O concelho de Alcanena tem que estar em articulação pelo menos com os concelhos de Torres Novas, com o de Ourém, com o de Santarém e até com o de Rio Maior, em todos os projectos estruturantes para a região. Este documento não apresenta nenhum projecto estruturante, com essa dimensão.
O PS considera que, havendo uma orientação regional e nacional de valorização dos projectos ao nível intermunicipal, isso pressupõe o:
- Reforço da articulação, cooperação e diálogo com os Municípios envolventes, em particular e com os que integram a Comunidade Urbana e até o distrito, dinâmica que tem sido praticamente inexistente.
Não está patente essa orientação neste documento.

5-O PS defende um trabalho de revisão integral do PDM assente em pressupostos de Desenvolvimento Económico-Social, de Urbanismo Sustentável, de Qualidade Ambiental e de Reabilitação Urbana.
O trabalho em curso não está a ser feito assente nesses pressupostos.


6- Qual a estratégia que se propõe para a gestão das águas e do saneamento básico do concelho? A responsabilidade exigida ao Município no contributo para a melhoria da Intervenção no Sistema Integrado de Despoluição de Alcanena, passa por essa definição. Todos sabemos que a rede precisa de ser renovada. A proposta de adesão às Águas do Centro não voltou a ser avaliada! A generalidade dos concelhos está a optar por sistemas intermunicipais. O Município de Alcanena ainda não decidiu, tem adiado a decisão e essa orientação não é sequer considerada neste documento. Ficará também isolado nesta área.
Considerando as preocupações ambientais existentes, não se compreende que a Intervenção no Sistema Integrado de Despoluição de Alcanena, referenciada neste documento tenha uma prioridade de execução nível 3. É para o Partido Socialista considerada de primeira prioridade.

7- Sendo as Indústrias de Curtumes e a Têxtil as indústrias dominantes do concelho, justifica-se um enquadramento e análise prospectiva de ambas no contexto local, nacional e internacional. Uma análise que devia ter envolvido os industriais e representantes do sector.

8- Consideramos ser uma lacuna grave nunca ter sido feita uma zona Industrial para acolher as unidades da indústria de curtumes. Falamos de ordenamento e de valorização do território. Entendemos que continua a ser necessária, e que é também um projecto estruturante. O documento não partilha desta opção.
Assim como em Minde continuamos a considerar que a que existe não tem potencial de atracção de investimento. O documento não assume outra alternativa.

9- Existe também uma indefinição quanto ao financiamento dos projectos apresentados.
A quem se atribui esse esforço financeiro? Quanto cabe ao Município? Aos Privados?A fundos comunitários? A expressão realista dos números implica maior rigor na concretização dos projectos.


Lamentamos que estas questões não sejam consideradas relevantes pelo executivo. Que não sejam consideradas orientações estratégicas.
O Partido Socialista considera-as relevantes e estratégicas e no passado mês de Agosto teve a frontalidade de as apontar, em reunião marcada para o efeito e no respeito pelos prazos apresentados.

Teremos então oportunidade de continuar a defender a sua relevância, nomeadamente nos próximos «combates» eleitorais, numa atitude de grande coerência com o que já assumimos e defendemos em 2005, basta analisar e comparar!


sábado, 29 de novembro de 2008

Reunião Militantes/Jantar de Natal - 6 de Dezembro


Primeiro número do Boletim trimestral de Indicadores Conjunturais de Monitorização do QREN

Este Boletim passará a estar permanentemente disponível ao público em www.qren.pt e é uma peça relevante no modelo de transparência e avaliação dos resultados do presente ciclo de programação que o Governo entendeu considerar como um dos seus vectores operacionais.

A disponibilização regular de informação pública, completa e coerente, é uma inovação do QREN face aos QCA que o Governo considera poder ter um papel relevante na mobilização dos actores envolvidos.

Esta informação desmente claramente os que têm a ousadia de dizer que o QREN não está já a ter resultados no nosso país.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Unidade de Cuidados Paliativos para a Região

Unidade de Cuidados Paliativos entra em funcionamento no Hospital de Tomar

O Centro Hospitalar do Médio-Tejo vai contar a partir de amanhã, dia 27 Novembro, com uma nova Unidade de Cuidados Paliativos, no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Vão ser disponibilizadas 10 camas.

Esta nova unidade de Cuidados Paliativos vai funcionar com uma equipa multidisciplinar de 2 médicos, 12 enfermeiros, 8 auxiliares de acção médica, 1 psicólogo e 1 assistente social. Vai estar localizada no Hospital de Tomar (que com os Hospitais de Torres Novas e Abrantes constituem o Centro Hospitalar do Médio-Tejo) e significa um importante avanço na prestação deste tipo de cuidados na região servida pelo Centro Hospitalar.

Para além da prestação de cuidados médicos, será ainda prestado apoio psico-emocional ao doente e familiares, incluindo no período do luto. Esta nova unidade vai ainda disponibilizar formação em cuidados paliativos às equipas terapêuticas do hospital e aos profissionais que prestam cuidados de saúde.

Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde que combinam ciência e humanismo.

Na cerimónia de inauguração, que se realiza amanhã, pelas 10h30m, no Hospital de Tomar, vai estar presente o Secretário de Estado Adjunto da Saúde. Com esta nova unidade, passam a ser 34 o número de camas disponíveis para Cuidados Paliativos na zona da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Comunicação Social Distrital noticia Fernanda Asseiceira candidata à CMA





2008-11-09
Fernanda Asseiceira é candidata em Alcanena
Fernanda Asseiceira confirmou a sua intenção de ser candidata à Câmara Municipal de Alcanena nas próximas eleições autárquicas de 2009. A actual deputada disse ao nosso jornal que vai respeitar o processo de decisão da concelhia do PS de Alcanena, estrutura à qual preside, mas que tem total disponibilidade para liderar uma lista, caso venha a ser a escolhida.A deputada foi bastante elogiada por Paulo Fonseca no encerramento do XIII congresso federativo distrital do PS, onde o presidente eleito a desafiou a avançar neste concelho. “Todos reconhecem a sua competência e a enorme dedicação à sua terra”, disse Paulo Fonseca, afirmando não ter dúvidas que Fernanda Asseiceira “vai ganhar”. O actual presidente da autarquia, Luís Azevedo, eleito em 2005 à frente de uma lista de independentes, já anunciou que não se vai recandidatar a novo mandato.



2008-11-10
Deputada Fernanda Asseiceira é a candidata do PS à câmara de Alcanena
Fernanda Asseiceira, deputada socialista na Assembleia da República e vereadora na Câmara de Alcanena confirmou que vai ser candidata à Câmara Municipal de Alcanena, nas próximas eleições autárquicas. A confirmação desta intenção foi feita a O MIRANTE minutos depois de Paulo Fonseca, já como presidente da Distrital Socialista, ter lançado o desafio à deputada, durante o seu discurso na sessão de encerramento do XIII Congresso Federativo Distrital do PS, que teve lugar este sábado, no cine-teatro São Pedro, em Alcanena. “Todos reconhecem a enorme dedicação à sua terra e apoio a sua candidatura porque não tenho dúvidas que Fernanda Asseiceira vai ganhar em Alcanena”, referiu Paulo Fonseca. Fernanda Asseiceira disse que não era mulher de recusar desafios, frisando no entanto que vai respeitar o processo de decisão da concelhia do PS de Alcanena, estrutura à qual preside, mas que tem total disponibilidade para liderar uma lista, caso venha a ser a escolhida. o actual presidente da Câmara de Alcanena, Luís Azevedo, eleito por uma lista independente (ICA) já anunciou que não se vai recandidatar a novo mandato.

domingo, 9 de novembro de 2008

2009: DESAFIO A VENCER

Congresso da Federação Distrital em Alcanena
Jornada política de grande nível, com discussões profundas sobre a actualidade política distrital, com moções de uma esquerda moderna, foi neste ambiente de debate de ideias característico da abertura democrática do PS que decorreu o congresso da distrital realizado no passado sábado em Alcanena. Daqui saiu um novo rumo político para o PS distrital, liderado pelo Paulo Fonseca, que encerrou os trabalhos com uma comunicação ao seu nível, contagiante, unindo todo o partido em volta do seu projecto!
Um Partido Socialista fortalecido e unido, bem necessário para as batalhas a travar no próximo ano, foi o legado para o Distrito e para o País deixado por este congresso de Alcanena.







quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Quartel da GNR de Alcanena: requerimento do PS à Câmara de Alcanena

03 Novembro 2008
Exmº Senhor Presidente da
Câmara Municipal de Alcanena
Tendo em conta as declarações públicas do Sr. Presidente, relativamente à construção do Quartel da GNR de Alcanena, quer em Outubro de 2007 quando teve conhecimento da sua inclusão no PIDDAC -Orçamento de Estado para 2008, quer mais recentemente na reunião de Câmara realizada no passado dia 27 de Outubro, (coincidindo com a ausência da Vereadora Fernanda Asseiceira), os Vereadores do Partido Socialista vêm por este meio, solicitar os devidos esclarecimentos, sobre a matéria em questão.
Considerando que:
1- As condições do quartel da GNR de Alcanena, são degradantes e sem a dignidade que as forças de segurança merecem, para garantir adequada e eficazmente a segurança no concelho de Alcanena, situação que se arrasta há vários anos;
2-Em quase 10 anos, desde 1998, por sinal também no mês de Outubro, data em que foi assinado protocolo entre a Câmara Municipal de Alcanena e o Ministério da Administração Interna, nada foi concretizado, nomeadamente pelo Senhor Presidente e que o protocolo, documento oficial que é conhecido, consagra que a Câmara cede o terreno e o Ministério da Administração Interna elabora projecto e constrói o Quartel da GNR;
3-Foi considerado pelo actual Governo do Partido Socialista que o novo Quartel da GNR de Alcanena é uma das intervenções consideradas prioritárias;
4- Conforme Requerimento da Deputada Fernanda Asseiceira, também agora requerente na qualidade de Vereadora, enviado ao MAI em Julho de 2008, com resposta em Setembro de 2008, da qual foi dado conhecimento à Câmara Municipal de Alcanena, o Ministério da Administração Interna confirma que «O Governo prevê lançar concurso do Posto Territorial de Alcanena no decorrer do próximo ano, possivelmente ainda no primeiro semestre.» (Contrariamente ao procedimento adoptado com requerimentos enviados por outros deputados, este não foi divulgado pelos restantes Vereadores).
5-O Partido Socialista assume e defende convictamente que o concelho e as forças de segurança merecem instalações modernas, com condições de funcionalidade adequadas, que seguramente a construção de um novo quartel, melhor proporcionará. Convém ter em conta que em 2007 o projecto existente foi reavaliado, considerando as novas exigências de uma esquadra do século XXI.
6-O Senhor Presidente repete, apenas agora, altura em que todos deviam estar unidos neste processo, pois não tive conhecimento de declarações idênticas nos anteriores 9 anos, que tem uma alternativa «melhor e mais barata», defendendo a aquisição e recuperação da casa da D. Maria Lucília Moita.
Nesse sentido, o Partido Socialista solicita que, dentro do prazo regimental, lhe sejam prestados os seguintes esclarecimentos, por escrito:
- Qual o valor de aquisição da casa da D. Maria Lucília Moita? Sendo considerada pelo Sr. Presidente uma alternativa mais barata, terá concerteza a informação do preço de venda do imóvel.
- Existe algum compromisso com o(s) proprietário(s) do imóvel em questão, considerando que a «disponibilidade do imóvel» para este fim tem sido apenas tornada pública pelo Sr. Presidente?
- Quem adquire o imóvel em questão? A Câmara Municipal de Alcanena? O Ministério da Administração Interna? Para o MAI será uma alternativa mais barata, se não tiver que adquirir o imóvel. Tem a Câmara condições financeiras para adquirir este imóvel?
-Qual a avaliação do imóvel quanto ao seu estado total de conservação, feito por técnicos especializados para o efeito? Importa considerar a totalidade do edifício e não apenas o seu interior.
- Qual o orçamento previsto para a recuperação do imóvel e espaços exteriores, considerando a sua adequação à correspondente funcionalidade? Será de ter em conta também o orçamento para a sua manutenção.
- Considerando o sobredimensionamento do imóvel para as funções em causa, qual o fim previsto para a área sobrante?
Importa salvaguardar que o Partido Socialista, reconhece o valor patrimonial do imóvel e é esse reconhecimento que o leva a defender a preservação do prédio com as suas características habitacionais, defendendo uma utilização, nomeadamente na área social, que não descaracterize todo o seu espaço interior.

É ainda e também posta em causa a prevista localização do quartel, sendo a que consta em documento oficial. O Partido Socialista até entende que, se a Câmara disponibilizar outro terreno, se faça essa avaliação.
No entanto urge perguntar:
Uma localização que, para além de ter potencialidades de enquadramento e desenvolvimento, já integra vários equipamentos públicos e habitacionais:
-Estádio Municipal
-Espaço Sede de várias colectividades: Associação ABC, Juventude Amizade e Convívio,…
-Pavilhão Desportivo
-Jardim Público com vários equipamentos de lazer
-Futuro Museu da Pele
-Piscinas Municipais;…
-Zona Habitacional, nomeadamente de Habitação Social
Considera o Senhor Presidente ser uma má localização. Assente em que pressupostos?
Considerando que o assunto é demasiado sério para o Partido Socialista e para o concelho para não ser levado com todo o rigor, agradecemos a resposta às questões colocadas para termos todos a necessária informação e então pudermos debater o assunto em causa, na posse de todos os elementos que entendemos serem fundamentais.


Alcanena, 03 de Novembro de 2008
Com os nossos cumprimentos,
Os Vereadores
Fernanda Asseiceira
António Menezes